sexta-feira, 22 de abril de 2016

Mais do mesmo

Mais do mesmo


Tanto que tenho para dizer e tão poucas palavras para expressar. Sinto minha vida a ruir numa negra trovoada que paira em minha mente. Anos passaram desde a ultima onda que atravessou minhas muralhas,  foram pesados os fardos que carreguei a levantar cada milímetro da protecção. Por que cada vez que me sinto seguro vem uma onda mostrar o quanto é frágil a minha estrutura? Cada abanar suave da minha débil barreira provoca arrepios de temor!  Onde andas tu para me abraçar quando a sombra das asas pairam sobre mim,  não consegues ver o breu que elas carregam?  Quando necessito do teu braço amigo para levantar uma das pedras que diariamente voltam a cair com as ondas, onde andas?
Lembras que prometeste que nosso castelo não iria abalar?

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